quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Xico Sá: "nosso Senado é muito mais criminoso e golpista, a maioria ali nao cometeu apenas uma mentira e uma treta bêbada de posto de gasolina."

GOLPE no posto de gasolina versus GOLPE no Senado

Por Xico Sá - Via Facebook - 19/08/2016

"bora falar de falsa comunicação de crime. Como os nadadores americanos fizeram na Rio 2016 e como os senadores corruptos fazem no processo de golpe parlamentar a essa altura... bora? mas não condenemos assim os nadadores, nosso Senado é muito mais criminoso e golpista, a maioria ali nao cometeu apenas uma mentira e uma treta bêbada de posto de gasolina. Simplesmente os senadores ditos probos roubaram um mandato de uma presidenta eleita com 54 milhões de votos. Gravíssimo. Que toda mídia brasileira tenha o mesmo sentimento nessa hora"

Charge: Renato Aroeira

sábado, 6 de agosto de 2016

Juca Ferreira: "A festa emocionante que vimos hoje estava pronta quando a presidenta foi afastada. É lamentável que tenha sido presidida por um usurpador"

O Brasil democrático driblou o golpe e se mostrou pro mundo.

Por Juca Ferreira - Via Facebook - 05/08/2016 

Foi linda a abertura dos jogos olímpicos. Linda como espetáculo e não ficou devendo nada às aberturas anteriores. Mostrou um Brasil orgulhoso de sua formação miscigenada e de sua diversidade cultural, marcas de nossa posição singular no mundo. Parabéns aos artistas e técnicos que criaram este espetáculo assistido por mais de quatro bilhões de pessoas em todo o Planeta.

Parabéns ao presidente Lula, que acreditou num Brasil livre de complexos de inferioridade, e se empenhou pessoalmente para que pudéssemos fazer um evento com a grandeza desta cerimônia olímpica.

Parabéns à presidenta Dilma Rousseff e toda a sua equipe de governo, que trabalharam para organizar os jogos e proporcionar ao Brasil e ao mundo esta oportunidade única de celebrar as potencialidades humanas expressas no esporte, na arte e na cultura.

A festa emocionante que vimos hoje estava pronta quando a presidenta foi afastada. É lamentável que tenha sido presidida por um usurpador, cujo pálido desgoverno em nada se identifica com a mensagem confiante e generosa com o Brasil e os brasileiros que transmitimos esta noite.

O Brasil desta abertura olímpica é o Brasil democrático. Um Brasil livre, das ruas, de índios, brancos, negros. Um Brasil da cidade e da periferia, dos povos das florestas, da capoeira, dos terreiros. Da diversidade sexual. Brasil que vai de Tom ao funk. De muito samba. É o Brasil de Chico Gil e Caetano, de Elza Soares, D2, Benjor, Paulinho da Viola. Brasil, que se forjou na soma e não na divisão, que desponta do nosso poder criativo, da nossa capacidade de sonhar e da resistência que temos para dar a volta por cima. Este é o Brasil que prevalecerá.

Parabéns Dilma, parabéns Lula e todo o povo brasileiro.
Olimpicamente, ‪#‎ForaTemer‬


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O fascismo de hoje se disfarça de “liberalismo” no plano político e de neoliberalismo no plano econômico.

O FASCISMO E A SUA IMBECILIDADE ILÓGICA

Mauro Santayana - 27/07/2016

(Jornal do Brasil) - Célebre por seus estudos sobre a França de Vichy, Robert Paxton dizia que o fascismo se caracteriza por uma sucessão de cinco momentos históricos: a criação de seus movimentos; o aparelhamento do setor público; a conquista do poder legal; a conquista do Estado; e, finalmente, a radicalização dos fins e dos meios - incluída a violência política - por intermédio da guerra.

O fascismo de hoje se disfarça de “liberalismo” no plano político e de neoliberalismo no plano econômico.

Seu discurso e suas “guerras” podem ser dirigidos contra inimigos externos ou internos.

E sua verdadeira natureza não pode ser escondida por muito tempo quando multidões uniformizadas, quase sempre com cores e bandeiras nacionais, descobrem "líderes" dispostos a defender o racismo, a ditadura, o genocídio e a tortura.

Que, quase sempre, são falsa e artificialmente elevados à condição de deuses vingadores.

E passam a ter seus rostos exibidos em camisetas, faixas, cartazes, por uma turba tão cheirosa quanto ignara, irrascível e intolerante, que os exalta com os mesmos slogans, em todos os lugares.

Repetindo sempre os mesmos mantras anticomunistas toscos, "reformistas" e "moralistas", contra a política e seus representantes - o “perigo vermelho”, a “corrupção” e os “maus costumes”.

Uma diatribe que lembra as mesmas velhas promessas e “doutrina” de apoio a outros "salvadores da pátria” do passado - que curiosamente costumam aparecer em momentos de "crise" aumentados intencionalmente pela mídia, ou até mesmo, a priori, fabricados - como Hitler, Mussolini, Salazar e Pinochet, entre muitos outros.

Não importa que as “bandeiras”, como a do combate à corrupção - curiosamente sempre presente no discurso de todos eles - sejam artificialmente exageradas.

Não importa que, hipocritamente, em outras nações, o que em alguns países se condena, seja institucionalizado, como nos EUA, por meio da regulamentação do lobby e do financiamento indireto, e bilionário, de políticos e partidos por grandes empresas.

Nem importa, afinal, que a Democracia, contraditoriamente, embora imperfeita, aparentemente - por espelhar os defeitos próprios a cada sociedade - ainda seja, para os liberais clássicos, o melhor regime para conduzir o destino das nações e o da Humanidade.

Como ensina Paxton, na maioria das vezes os grupos fascistas iniciais sobrevivem para uma segunda fase, quando, como movimentos ou ainda como mera tendência, discurso ou doutrina - muitas vezes ainda não oficialmente elaborada - passam a se infiltrar e impregnar setores do Estado.

Esse é o caso, por exemplo, de “nichos” nas forças de segurança, no Judiciário e no Ministério Público, que passam então, também, a prestar dedicada "colaboração" ao mesmo objetivo de "limpeza" e "purificação" da Pátria.

domingo, 17 de julho de 2016

Dívida pública. Por que será que os países mais importantes do mundo e as chamadas nações “desenvolvidas” são, em sua maioria, os mais endividados?

DÍVIDA PÚBLICA E ESTRATÉGIA NACIONAL - O BRASIL NA CAMISA DE FORÇA.

Mauro Santayana - 12/07/2016

(Revista do Brasil) - Seguindo a linha de criação de factoides adotada por setores do governo interino – exibe-se a bandeira da “austeridade” com a mão e aumenta-se, com a outra, em mais de R$ 60 bilhões as despesas, proventos e contratações. Uma das novidades da equipe econômica interina é a criação de um “teto” para as despesas do setor público para os próximos 20 anos. A principal desculpa para engessar ainda mais o país – e até mesmo investimentos como os de saúde e educação – é, como sempre, o velho conto da dívida pública. Segundo jornais como O Globo, a dívida bruta do Brasil somou R$ 4,03 trilhões em abril, o equivalente a 67,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – e pode avançar ainda mais nos próximos meses por conta do forte déficit fiscal projetado para este ano e pelo nível elevado da taxa de juros (14,25% ao ano).

E daí? A pátria do Wall Street Journal, os Estados Unidos, multiplicou, nos primeiros anos do século 21, de US$ 7 trilhões para US$ 23 trilhões a sua dívida pública bruta, que passou de 110% do PIB este ano, e se espera que vá chegar a US$ 26 trilhões em 2020. A Inglaterra, terra sagrada da City e The Economist, que tantas lições tenta dar – por meio de matérias e editoriais imbecis – ao Brasil e aos brasileiros, mais que dobrou a sua dívida pública, de 42% do PIB em 2002 para quase 90%, ou 1,5 trilhão de libras esterlinas (cerca de US$ 2,2 bilhões), em 2014. A da Alemanha também é maior que a nossa, e a da Espanha, e a da Itália, e a do Japão, e a da União Europeia...

Já no Brasil, com todo o alarido e fantástico mito – miseravelmente jamais desmentido pelo partido – de que o PT quebrou o Brasil, a dívida pública em relação ao PIB diminuiu de quase 80% em 2002, para 66,2% do PIB em 2015. Enquanto a dívida líquida caiu de 60% para 35%. E poupamos US$ 414 bilhões desde o fim do malfadado governo de FHC (US$ 40 bilhões pagos ao FMI mais R$ 374 bilhões em reservas em internacionais). E somos um dos dez países mais importantes do board do FMI, e o quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos.

Então vamos à inevitável pergunta: por que será que os países mais importantes do mundo e as chamadas nações “desenvolvidas” são, em sua maioria, os mais endividados?

Será que é porque colocam o desenvolvimento na frente dos números? Será que é porque não dão a menor pelota para as agências de classificação de risco, que, aliás, estão a seu serviço, e nunca os “analisaram” ou “rebaixaram” como deveriam? Será que é por que conversam fiado sobre países como o Brasil, mas não cumprem as regras que não param – para usar um termo civilizado – de “jogar” sobre nossas cabeças? Ou será que é porque alguns, como os Estados Unidos, estabelecem seus objetivos nacionais, e não permitem que a conversa fiada de economistas e banqueiros e a manipulação “esperta” de dados, feita também por grupos de mídia que vivem, igualmente, de juros, sabote ou incomode seus planos estratégicos?

Todas as alternativas anteriores podem ser verdadeiras. O que importa não é o limite de gastos. Nações não podem ter amarras na hora de enfrentar desafios emergenciais e, principalmente, de estabelecer suas prioridades em áreas como energia, infraestrutura, pesquisa científica e tecnológica, espaço, defesa. O que interessa é a qualidade do investimento.

Como não parece ser o caso, como estamos vendo, dos reajustes dos mais altos salários da República, e dos juros indecentes que o Estado brasileiro repassa aos bancos, os maiores do mundo. Que tal, senhor ministro Henrique Meirelles, adotar a mesma proposta de teto estabelecida para os gastos públicos exclusivamente para os juros e os respectivos bilhões transferidos pelo erário ao sistema financeiro todos os anos? Juros que não rendem um simples negócio, um prego, um parafuso, um emprego na economia real – ao contrário dos recursos do ­BNDES, que querem estuprar em R$ 100 bilhões para antecipar em “pagamentos” ao Tesouro?

Agora mesmo, como o ministro Meirelles deve saber, os juros para igual efeito na Alemanha – com uma dívida bruta maior que a do Brasil – estão abaixo de zero. Os títulos públicos austríacos e holandeses rendem pouco mais de 0,2% ao ano e os da França, pouco mais de 0,3% porque são países que, mesmo mais endividados que o Brasil, não são loucos de matar sua economia, como fazemos historicamente – e seguimos insistindo nisso, com os juros mais altos do planeta, de mais de 14% ao ano, e outros, ainda mais pornográficos e estratosféricos, para financiamento ao consumo, no cheque especial, no cartão de crédito etc.

A diferença entre países que pensam grande e países que pensam pequeno, senhor ministro Henrique Meirelles, é que os primeiros decidem o que querem fazer, e fazem o que decidiram, sem admitir obstáculo entre eles e os seus objetivos. Enquanto os segundos, por meio da ortodoxia econômica – e do entreguismo –, antes mesmo de pensar no que vão fazer, submetem-se servilmente aos interesses alheios, e criam para si mesmos obstáculos de toda ordem, adotando – como as galinhas com relação à raposa na reforma do galinheiro – o discurso alheio.

Aqui, senhor ministro, não determinamos nem discutimos, nem defendemos interesses nacionais, e quando temos instrumentos que possam nos ajudar eventualmente a atingi-los, como ocorre com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, nos dedicamos a enfraquecê-los e destruí-los.

Cortando onde não se deve e deixando de cortar onde se deveria, estão querendo matar o Estado brasileiro, que, de Brasília a Itaipu, foi responsável pelas maiores conquistas realizadas nos últimos 100 anos – na energia, na mineração, na siderurgia, no transporte, na exploração de petróleo, na defesa, na aeronáutica, na infraestrutura.

Não existe uma só área em que, do ponto de vista estratégico, a iniciativa privada tenha sido superior ao Estado, como fator de indução e de realização do processo de desenvolvimento nacional nesse período – até porque, fora algumas raras, honrosas exceções, ela coloca à frente os seus interesses e não os interesses nacionais.

E é com base justamente na premissa e no discurso contrário, que é falso e mendaz, que se quer justificar uma nova onda de entrega, subserviência e privatismo, com a desculpa de colocar em ordem as contas do país, quando, no frigir dos ovos, nem as contas vão tão mal assim. Basta compará-las às outras nações para perceber isso. As dificuldades existem muito mais no universo nebuloso dos números, que mudam ao sabor dos interesses dos especuladores (onde está a auditoria da dívida?) do que na economia real.

Se a PEC do Teto, como está sendo chamada pelo Congresso, for aprovada, as grandes potências, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha – ainda que mais endividadas que o Estado brasileiro – continuarão progredindo tecnológica e cientificamente, e se armando, e se fortalecendo, militarmente e em outros aspectos, nos próximos anos, enquanto o Brasil ficará, estrategicamente, inviável e imobilizado, e ainda mais distante dos países mais importantes do mundo.

Para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais complexo e competitivo, senhor ministro Henrique­ Meirelles, o Brasil precisa de estratégia, determinação e bom senso. E não de mais camisas de força.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Os mitos dos coxinhas morreram todos de inanição

COXINHAS

Por Luiz Carlos Azenha - via Facebook - 08/07/2016

Os mitos dos coxinhas morreram todos de inanição. Não são os blogs miseráveis, mas a Globo que abocanha R$ 1 bi anual em dinheiro público; a Friboi não é do Lulinha, mas tinha Henrique Meirelles em cargo-chave quando adotou práticas suspeitas; não tem Chico Buarque, mas sim o Itaú Cultural e a Fundação Roberto Marinho na lista dos maiores beneficiários da Lei Rouanet; o Foro de São Paulo não deu nenhum golpe, mas Washington piscou os olhos para três -- em Honduras, Paraguai e Brasil; tanto era pra ir pra Cuba que Obama e o papa Francisco foram; Hugo Chávez adotou o referendo revogatório na Constituição "ditatorial" da Venezuela, o que dá ao venecoxinhas a chance de afastar o herdeiro de Hugo Chávez; o herói do impeachment tornou-se o pária Eduardo Cunha, contra o qual ninguém bateu panela; a camisa amarela da CBF, mais suja que pau de galinheiro, perdeu com gol de mão do Peru; o movimento "apartidário" do Kataguiri era bancado por partidos; a Janaína é tão jurista quanto o Frota intelectual pornô; a luta contra a corrupção produziu um governo de ladrões; o Bolsonaro saltou e nenhum coxinha segurou; Aécio "limpar o Brasil" Neves virou pó.


sábado, 18 de junho de 2016

Tico Santa Cruz: A imprensa continua seu malabarismo para tentar viabilizar o Governo Interino que não ajuda nem os mais fiéis setores que os colocaram lá.

O que percebi após 1 mês de Governo Temer?

Por Tico Santa Cruz - via Facebook - 17/06/2016
Charge: PATAXÓ CARTOONS
1 - pessoas que postavam sistematicamente sobre política, principalmente sobre o impeachment, passaram a postar sobre gatos, cachorros, comidas, filhos, passeios, jogos de futebol e etc.

2 - Aécio

2 - aqueles que diziam estar lutando contra a corrupção, em grande maioria, devem estar dormindo há 1 mês ou mudaram de país, vejo poucos falando sobre Cunha, Temer, Jucá, Renan e etc. Os que ainda falam só mencionam Lula e Dilma, ainda que Dilma não tenha sido inserida na Lava Jato.

3 - Os ataques diários dentro da minha página me acusando de receber dinheiro da Lei Rouanet, defender bandido, ser petista e outras ladainhas, diminuíram consideravelmente.

4 - Muita gente no Facebook percebeu que o problema do Brasil é muito mais Grave do que apenas mudar um presidente ou culpar um Partido. Parece ter ficado claro que envolve praticamente todo o sistema e isso gerou uma descrença total.

5 - Há um constrangimento sincero das pessoas sérias, que estavam indignadas e que se sentiram
Usadas por movimentos que se diziam contra a corrupção e que na verdade estavam atuando por esses que tomaram o poder.

6 - Embora muita gente na esquerda ainda não tenha aceitado a questão de que se Dilma Voltar ela deve pedir plebiscito de Novas eleições - a massa se identifica com essa pauta e deseja que isso aconteça.

7 - Ficou evidente que o objetivo desse governo interino é acabar com a Lava Jato.

8 - A imprensa continua seu malabarismo para tentar viabilizar o Governo Interino que não ajuda nem os mais fiéis setores que os colocaram lá.

9 - Cunha e Machado podem acabar com a República se continuarem contando tudo que sabem.

10 - Não adianta trocar as peças do jogo se as regras forem as mesmas! Só uma reforma política profunda poderá nos dar reais esperanças de ver esse país voltar aos trilhos!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Íntegra da entrevista especial com Dilma Rousseff para TV Brasil com Luis Nassif

Publicado em 9 de jun de 2016
A TV Brasil, em parceria com a Rede Minas, apresentou nesta quinta-feira (9), entrevista gravada com a presidenta afastada, Dilma Rousseff, feita pelo jornalista Luis Nassif.